Estrasburgo – a cidade com mais cara de “Europa”

Como a maioria das pessoas leiga em matéria de viagens nunca ouviu falar desta cidade, cabe uma breve explicação. Esta cidade fica na fronteira entre a França e a Alemanha, de modo que há uma mistura de culturas muito interessante, além da bela arquitetura do local. Menos interessante é a influência do clima alemão, frio demaissss.

Pois bem, vamos ao nosso dia. Foi duro sair da cama. O trem partiria bem cedo e além de estarmos cansados, fazia muito frio e chovia um pouco. Creio que se não fosse pelo trem já reservado teríamos mudado de passeio. Fomos até a Gare de L’est e pegamos o TGV, que em 2 horas depois chegou à estação.

Chegamos. E agora ? Um frio absurdooooo, um dos maiores que já peguei na vida. Luciana, coitada, acostumada com aquele calorão do Nordeste, certamente pegou o pior frio da vida dela. E ainda chovia ! Ficamos naquilo, sair ou não sair, eis a questão. Após alguma indecisão, saímos, já que o trem de volta estava reservado para 20h e ainda eram 11.

Botamos nossa capa chinesa vagabunda, feia pra caramba e andamos. Lá na frente estava ele, tentador, o famoso Mc Donald’s. Sinônimo de comida que conhecemos, barata, wi-fi grátis e banheiro, lá entramos. Ficamos um pouco esperando passar a chuva e nada. Pela janela, víamos franceses e possivelmente alemães malucos andando sem capa, sem luva, mulheres de saia, tudo isso num frio que deveria estar perto de 0 grau.

Após lancharmos, criamos coragem e tentamos seguir o roteiro. Ou melhor, tentamos seguir uma rota alternativa para chegarmos logo à La Redoute, uma loja que venderia um sobretudo que minha irmã escolheu para ganhar de presente. Era o equivalente ao ponto H do roteiro original, de modo que tivemos que improvisar para começar por ele. Pegamos uma avenida que acreditávamos ser paralela à do roteiro, de modo que não ficássemos perdidos.

Com aquela horrível capa, sem nenhuma visão periférica e numa avenida que não era realmente paralela, acabamos nos perdendo. Vi pelo mapa que estávamos nos afastando bem do lugar desejado. O problema é que o mapa do Google Maps é uma merda, pois não aparece o nome de muitas ruas. Pegamos uma transversal e caminhamos, até chegarmos a uma praça chamada Les Halles, onde havia um shopping. Resolvemos entrar, para nos protegermos do frio e, quem sabe, acharmos o sobretudo da minha irmã, com um preço mais em conta. Até achamos em duas lojas, a New Look e a H&M, mas resolvemos não arriscar e procuramos a loja onde havia exatamente o modelo que minha irmã queria.

Saímos de lá em direção ao rio e vimos por acaso num mapa do lado de fora da Printemps que a rua da loja, rue de La Haute Montée, estava ali pertinho. Andamos por ela e não achamos a loja de jeito nenhum. Andamos, andamos, até percebermos que a rua tinha acabado. Voltamos e numa olhada mais minuciosa, vimos que a loja tinha fechado há pouco tempo e outra ficaria no lugar. Tudo isso naquele frio horroroso. Mais uma vez os desatualizados sites europeus nos pregaram peças.

Voltamos pro tal shopping e compramos o tal sobretudo. De lá, resolvemos finalmente passear um pouco, tentando seguir o roteiro naquilo que fosse possível.

Na Place Kléber, havia um povo ouvindo essa banda estranha

Pela Église du Temple Neuf

Place Broglie, Opera du Rhin (que estava fechada), até chegarmos à Place de la Republique

Voltamos, andando em busca da Catedral, mas confiando apenas no senso de direção pelas referências (rio, o topo da igreja ao fundo, que acreditávamos ser a catedral), pois estava complicado nos orientarmos pelo mapa do Google Maps.

Até chegarmos à bendita Catedrale Notre-Dame

Entramos. Lindíssima por dentro

Lá dentro há o relógio astronômico, que entra em funcionamento por volta de meio dia. No nosso roteiro inicial estava incluída vê-lo funcionando, mas com o frio e a chuva que fez, tivemos que alterá-lo.

Saímos e caminhamos pela cidade

Já sem chuva, estávamos nos apaixonando pela cidade e tivemos vontade de fazer o passeio de barco. Mas nosso tempo estava acabando e fomos em direção à estação. Não foi fácil. Tudo escuro, tive que confiar mais uma vez no senso de direção e me guiar pelas referências, mas cheguei a ter que parar pra perguntar. Os moradores foram muito simpáticos e deram todas as referências, mas somente em francês. Quase congelados, finalmente chegamos à estação e pegamos nosso trem de volta para Paris.

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2 respostas para Estrasburgo – a cidade com mais cara de “Europa”

  1. Ivy disse:

    Não fui a Strasbourg, mas achei demais. Como não se apaixonar por uma cidadezinha assim tão fofa? Q frio o quê!!! Ruim é o calor infernal do RJ que deu uma trégua hoje.
    Strasbourg está na minha lista da proxima viagem que já está marcada e será em janeiro de 2013, depois eu falo pra vocês o que realmente é frio…rs
    Já senti frio sim, senti qdo estive em Praga em janeiro 2010…rsrs peguei -20º, mas amei a cidade e hoje depois de ter voltado lá no outono europeu eu garanto que conheci duas cidades quase que totalmente diferentes, ambas mto bonitas. Ah! Strasbourg, me aguade no inverno europeu de 2013.

    • luademochila disse:

      Realmente, você pode dizer que frio é outra coisa, hehe. Bem, odiamos mesmo frio, pois por mais que você se agasalhe, o rosto fica descoberto. Chuva então, nossa, horrível. Estrasburgo vale mesmo a pena visitar, só não sei se iríamos logo em janeiro, em pleno inverno …

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