Paris, dois dias em um – Amboise, compras, Opera e Montmartre

O dia seguinte era o meu aniversário. Não conseguimos acordar muito cedo. Fomos até Clos-Lucé, antiga morada de Leonardo da Vinci, onde ele ficava enquanto trabalhava no Castelo de Amboise. Parece que havia uma passagem que ligava os dois lugares.

Bem, não entramos, pois achei um assalto a entrada e já estava chegando perto da hora de pegar o trem, de modo que não haveria tempo para curtirmos muito. Cheguei a subir uma ruazinha dali perto, onde havia um ponto de observação

Pegamos o trem, chegamos em Paris pouco mais de 2 horas depois, por volta de 15h15. Fizemos check-in novamente no hotel e fomos para o Mc Donald’s usar o wi-fi e comer algo. Tive a péssima idéia de comprarmos logo os presentes que faltavam e deixar pra comemorar o aniversário em outro dia.

O funcionário do hotel, que falava português, nos indicou um shopping na Place d’Italie. Para lá fomos. Rodamos o resto do dia por lá e conseguimos comprar o presente da minha mãe e de nosso sobrinho. Acabou o dia :/

No dia seguinte, o bairro Ópera era o destino. Mas antes pegamos o metrô e saltamos em Pyramides, para passar na loja do Assimil, uma antiga rede francesa que vende cursos de idiomas em livros.

Comprei alguns com o desconto que a vendedora nos deu, bem atenciosa. De lá, caminhamos até a Place Vendôme. Finalmente ela. Não achamos nada de extraordinário, é basicamente um monumento no meio.

Começava a chover um pouco, de modo que tivemos que nos apressar. Chegamos na belíssima Ópera Garnier

Andamos pela rue Saint-Honoré e chegamos à igreja Madeleine, bem bonita por fora e por dentro.

Mas não pudemos aproveitar muito, pois mais uma vez no frio que fazia eu tinha que ir ao banheiro. Corri pra achar um Mc Donald’s e lá fomos.

Entramos na Boulevard des Capucines e chegamos novamente à Ópera, com a chuva começando a apertar. Infelizmente o salão principal estava fechado por um motivo que não me recordo, de modo que mais uma vez só a vimos por fora. Lindíssima.

Pegamos o metrô para Anvers, para visitarmos Montmartre. A chuva já havia praticamente passado. Arredores da estação Anvers é um lugar horroroso, cheio de gente estranha e mal encarada. Fiquei meio paranóico ali. Seguimos pelas ruazinhas em direção à Sacré-Coeur, que podia ser avistada dali. Achamos desnecessário pegar o Funiculaire. Na escadaria havia uns negões sem fazer nada mexendo com algumas pessoas que passavam, ou vendiam coisas. Acho que mexeram com a gente, mas passamos reto e fiz que não ouvi.

Subimos as escadas. Cansa, mas nada de outro mundo.

A Basílica é bonita por dentro e por fora, mas dentro não pode tirar fotos. Ficam uns sujeitos lá de dentro o tempo todo dando esporro, falando em voz alta “no photo”. É engraçado como pra eles é mais importante não deixar tirar fotos do que preservar o silêncio de um lugar santo. Simbolizando toda a minha discordância com esta hipocrisia, posto aqui mais uma foto roubada :)

Começou a chover de novo. Saímos rapidamente de lá e chegamos à Place du Tertre, onde alguns artistas fazem retratos. O lugar é realmente único, mas por outro lado a chuva e a preocupação com nossos pertences não me fez relaxar.

Cores de Montmartre

Place du Tertre, quadros ao fundo

Vimos as placas pro Museu Dali. Entramos nele. Alugamos um audioguia em português a 3 reais. A mulher que gravou o audioguia tinha um sotaque engraçado, meio marrento. O museu é legal, conta muito a história do artista. Creio que ficamos 1h30 lá.

O cara era uma figura. Chegou a fazer uma série de quadros ensinando a arte de pegar mulher !

Esta é uma capelinha construída por Dali, com colunas de tamanho desigual, de modo que haja ilusão de profundidade

Na escada, na hora de ir embora, há uma série de fotos e frases marcantes de Dali

O cara era totalmente egocêntrico. Um repórter pergunta para ele: “Dali, o que é o Surrealismo ?” E ele responde: “O Surrealismo sou eu”.

Você também pode notar nas escadas e na saída umas formigas, um dos temas recorrentes da obra do autor.

Começou a chover forte e passamos dos maiores perrengues da viagem. Chegamos a comprar uma capa chinesa vagabunda, mas foi o eu nos salvou. A chuva aumentou e o frio ficou insuportável. Já não sentia direito meus dedos. Caminhamos horrores em busca de uma estação de metrô e nada … deveria ser mais fácil achar uma, é mal sinalizado. Já congelados e molhados, chegamos à Place de Clichy, onde finalmente pegamos o metrô.

Ainda tínhamos reserva para a Torre Eiffel às 20h. Ficamos na dúvida se valia a pena irmos molhados e com frio, mas encaramos, com o apoio que Luciana deu. Quase sem filas, chegamos e subimos direto para o terceiro andar, pois o segundo era aberto e ainda estava chovendo. Lá em cima, com o frio absurdo que fazia, pouco aproveitamos. Foi só pela experiência de estar lá e porque a reserva tava feita. Voltamos pro hotel.

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